Crítica da ‘The London Film’ sobre Cosmópolis

By in September 18, 2012 • Filed in: Artigo

Em geral, para mim, Rob tem um talento único. Desfruta das mais distintas atuações, o que fornece a cada papel e o mais importante a variedade de papéis que escolhe. Leio…trêmulo, ofegante e dizendo “mas é o mesmo personagem melancólico, chato, sem emoção em cada papel”. Perdoem-me se não estou de acordo com vocês, especialmente se você for um dos muitos que aparentemente saiu de Cosmópolis. Durante a conferência de imprensa da Bienal de Berlim no início deste ano, a Rob foi perguntado o que ele sentia e sua responsabilidade ante uma geração tão jovem: “Minha responsabilidade, creio, não necessariamente devolve nada mais bem se trata de fazer o melhor trabalho que posso. Você consegue um público para fazer certos trabalhos e assim creio que o maior prejuízo que pode fazer para seu público é estar tratando de repetir o mesmo e tratando de conseguir que venham só para obter dinheiro ou o que seja. Mas se as pessoas estão interessadas no que você está fazendo, então, você trata de fazer filmes interessantes, temas interessantes…”.

Antes de Cosmópolis – que com certeza me encantou – me encantou sua interpretação de Edward Cullen…espera – o que? Bem eu estou brincando. Ainda que Rob diga qie Edward teve uma qualidade extra e é evidente que o êxito dos filmes é em parte a seu talento – incluindo chegando a ganhar a maioria dos 70.000 que odiaram que ele iria fazer o papel, na minha opinião, foi bastante ensosso e um roteiro sentimental, quase suportável.

Apesar dele, eu prefiro alguns de seus outros papéis, como o frequentemente ridículo e dramático Art em How To Be (2008). Rob interpreta um músico frustrado, passando pelo que em sua opinião em uma crise vital que regressa a viver com seus pais e descobre que os livros de auto-ajuda não tem as respostas que está buscando. Também Rob deu um retrato comovente e dolorosamente lindo de Salvador Dalí em  Little Ashes (2008).  Ele captura perfeitamente a timidez inicial de Dalí e as caricaturas depois com sua extravagância. O desespero de Dalí nas cenas finais, quando se dá conta de seus verdadeiros sentimentos por Lorca e a devastação quando se dá conta do que poderia ter sido.

Um outro desempenho memorável foi Tyler Hawkins, no drama romântico ‘Remember Me’ (2010), o filho rebelde lida com a relação tensa com seu pai, o lindo relacionamento com sua irmã mais nova e acaba encontrando o amor em Ally, que lhe ensina como viver a vida com paixão. Curiosamente, este também é outro filme que o público e os críticos polarizaram devido ao seu assunto delicado.

Parte do que faz Rob interessante para os fãs, é que ele escolhe seus papéis com cuidado. Ele é citado frequentemente, sendo dito que “ele não gosta de qualquer coisa e é isso que faz suas escolhas fáceis”, e ele definitivamente confirmou na conferência de imprensa em Londres, em 2010: “Eu não gosto de qualquer coisa, por isso é fácil decidir o que fazer. Eu nunca senti qualquer pressão pra fazer anda em particular. Quando nós estamos filmando, eu nunca pensei sobre bilheteria. Eles não fazem mais filmes assim, e eu acho que isso é meio como eu escolho coisas e acho que é o único critério que eu tenho – se aparece alguma lacuna no mercado para alguma coisa, então eu apenas tento fazer isso”.

O fato de que Rob foi creditado como produtor executivo de ‘Remember Me’ (ele diz para garantir a integridade do filme, e não – como alguns acreditam – porque ele investiu seu próprio dinheiro no filme) é uma evidência do tamanho da paixão e convicção que ele tem por seus filmes. Também prova que, embora os opositores afirmem que seus filmes são de bilheterias fracassadas, as pessoas por trás das cenas estão mais propensas a estarem na mesma página que Rob, por que deles estão fazendo o filme. Tanto Cronenberg e depois Eric Maddox [que teve a palavra final de quem seria escalado para retratá-lo em ‘Mission: Blacklist’] afirmaram que queriam Rob, depois de se reunirem e discutirem os seus filmes com ele. Isso é o que faz um argumento de que, apenas os ‘fãs obcecadas’ de Rob que veem o que o seu potencial traz para seus papéis ridículos. Naturalmente, a ‘poder de estrela’ de Rob em si, auxilia os filmes a serem financiados, mas não é garantia de bilheteria de sucesso e claramente é um bônus para eles, se isso acontece – bem como em qualquer empreendimento empresarial. Mas diretores como Croneberg não estariam interessados em trabalhar com Rob, se não achasse nele algo que os opositores se recusam a ver.

Os colegas de trabalho têm citado frequentemente dizendo que Rob é o profissional consumado – sempre trabalhando mais e mais do que possa ser necessário. Os cínicos dizem que é porque ele não consegue atuar e, portanto, ele precisa dar horas extras. Ou, em outras palavras, ser dedicado e trabalhar duro. Parece estar valendo a pena para mim – essas devem ser qualidades admiráveis, você não acha? E não é apenas em suas atuações nos filmes que os fãs amam Rob, Rob é sempre divertido em suas entrevistas. Qual é… Como você poderia não amar as palavras ‘vomitadas’ de Rob, a total falta de senso e a surpreendente modéstia? Quem em Hollywood não tem um agente de relações públicas correndo em volta, lhe dizendo o que falar, e o que não dizer? Rob – é esse. Acredito que alguns consideram que essa personalidade toda é uma atuação. Eu digo – então o que é isso? Os atores não são, supostamente, para o nosso entretenimento? E não é um tanto paradoxal afirmar que Rob está, convincentemente, nos fazendo acreditar que ele é aquele cara pateta/estranho, interpretando um papel – mas que ele não pode atuar em filmes? Os pessimistas: você realmente não pode ter as duas coisas.

Talvez eu desfrute das atuações de Rob, porque eu também amo filmes antigos dos anos 70 e início dos anos 80, tendo eu visto ‘Taxi Driver’‘The Deer Hunter’ e ‘Raging Bull’ como alguns dos meus favoritos. (Hmmm, talvez não sejam filmes antigos, talvez eu só tenho uma queda por atores que Robert nomeou. Enfim eu discordo…). Não há como negar que o ‘poder de estrela’ que ‘Twilight’ trouxe para Rob, lhe permitiu continuar a fazer filmes interessantes. Eu mencionei ‘Mission: Blacklist’ anteriormente. Este é um dos três filmes que Rob tem em vista para o cinema, nos próximos 12 meses. Aqui, ele fará o papel de Eric Maddox, o interrogador que derrubou Saddam Hussein.

Seus dois outros filmes são, ‘The Rover’ de David Michod. O filme é ambientado em um futuro distópico, e a história gira em torno de um solitário endurecido, Eric (Guy Pearce), que viaja pelas cidades assoladas e estradas desertas do interior australiano. Quando uma gangue brutal de ladrões rouba seu carro e sua única posse restante, eles deixam pra trás o ferido Rey (Rob Pattinson).  Forçando Rey a ajudar a rastrear a gangue, Eric vai por todos os lugares para ter de volta a única coisa que importa para ele. Depois, há ‘Queen of the Desert’ de Werner Herzog, que vai narrar a vida de Gertrude Bell como uma escritora, arqueóloga, exploradora, cartógrafa e diplomata política para o Império Britânico. Uma das primeiras mulheres a se formarem na Oxford, que na virada do século 20, viajou por todo o Oriente Médio, a nas fronteiras do Iraque, Jordânia e Arábia Saudita. Rob vai interpretar T.E. Lawrence, um oficial do Exército Britânico cuja escrita ganhou fama internacional como Lawrence da Arábia, de quem o clássico épico de David Lean de 1962, é baseado. Lawrence foi um bom amigo de Bell ao longo dos anos, e como a dupla, ajudaram a estabelecer as dinastias hachemitas na Jordânia e Iraque.

Então, você sabe. Ele não é apenas o seu cara vampiro brilhante. Nem mesmo se adéqua a um filme de super-herói (e nem por um segundo penso que não houve ofertas para isso). Não – Rob está fora de fazer sua própria coisa. Como ele nos disse quando estava indo. Será que é isso que os críticos realmente se opõem? Ele tem os olhares, os fãs, os grandes recursos – e o que ele deve se atrever a fazer? Filmes interessantes e desafiadores, com nenhum sinal de parar tão cedo. Sem um agente de relações públicas. Hollywood deve estar em alvoroço.

De qualquer forma, você não pode negar que Rob realmente não estava brincando quando, durante a conferência de imprensa de ‘Remember Me’ em 2010,  ele disse, “Você deve sempre fazer algo para refletir, eu realmente não quero fazer coisas apenas com valor de entretenimento”. Não há como negar que a maioria dos filmes de Rob definitivamente fazem você refletir, e ele está definitivamente tendo a oportunidade de trabalhar com alguns diretores independentes muito talentosos. Eu por exemplo, mal posso esperar para ver o que Rob trará para papéis futuros. Embora um aspecto que eu não estou levando em conta, são os críticos/revisores que não deixam de ter as referências de ‘Twilight’. Façam o favor de parar com a analogia de ‘vampiro, presa e brilhante’ – eles realmente estão muito longos para os dentes *que seria aqui como: ‘mais velho que arca de Noé*(trocadilho intencional). Por favor? Isso agora está ficando ultrapassado.

Eu não estou tentando convencer todo mundo de ver o Rob do jeito que as fãs veem – mas eu estou mostrando pra você um lado diferente do Rob, que os fãs podem ver. Se você concorda comigo ou não, não vai mudar minha opinião. E eu acho que você já sabe o que é isso, mas no caso de haver alguma dúvida, eu acho que Reese Witherspoon resumiu bem no Mtv Movie Awards 2011 sobre o porque amamos tanto o Rob. Realmente é porque “ele é o melhor ‘filho da Mãe’ de Hollywood”.

Via | Fonte – Tradução: Meninas Vampiras (@thaty_camara e @mimigomes83)

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