Excelente crítica de ‘Cosmópolis’ pelo “Eagle-Tribute”

By in August 28, 2012 • Filed in: Artigo, Filme

Greg Vellante da ‘Eagle-Tribune’ disse: “Cronenberg se torna um vencedor com ‘Cosmópolis’, ouso a usar os termos ‘filme’ e ‘sonho’ de forma intercambiável”.

As imagens em movimento, quer sejam projetadas na tela grande ou no subconsciente, são todos sobre histórias, o significado e no melhor dos casos, a beleza. O diretor David Cronenberg oferece tudo isso sem esforço em ‘Cosmópolis’, que é um grande sonho e um dos meus filmes favoritos do ano.

‘Cosmópolis’ pode ser devidamente avaliado após uma única visualizada? Eu duvido, e ainda suspeito que uma segunda vez me conduziria a caminhos mentais ainda  não explorados. Pela terceira vez poderia abandonar esses pensamentos em áreas completamente diferentes.

É um prazer ver onde este filme está indo, e ainda mais em seguir os seus pensamentos durante e depois.

‘Cosmópolis’ é complexo, inteligente, caótico e ainda contido. É um retrato do capitalismo, da ganância, da misoginia, violência, sexo e medo que, apesar de sua própria abordagem para a narrativa, reflete de modo absolutamente aterrorizante a América de hoje.

Uma entrada para este filme deveria ser emitida juntamente com um marcador e um pente fino para ajudar no monte de subtextos brilhantes e temas, espalhados por toda parte.

 ‘Cosmópolis’ é a adaptação de Cronenberg ao romance de Don DeLillo. Como diretor, Cronenberg coloca camadas de suspense, emoção e alegria. Ele também trás a vida uma magnífica atuação na carreira de Robert Pattinson. Embora a escolha tenha me balançado em primeiro lugar, o papel parece feito sob medida para Pattinson, que interpreta um bilionário impassível de 28 anos, que passa boa parte de seu tempo viajando em sua limusine em busca de um corte de cabelo.

 Enquanto isso, ele se envolve em conversas com uma grande variedade de personagens secundários. Essas conversas se tornam em vinhetas de confissões filosóficas e reflexivas.  Elas vão de assustadoras a histéricas, especialmente em uma cena onde Pattinson discursa com uma passageira. O diálogo é certamente chocante, mas é a revelação do que acontece fora da tela durante esta mudança que vai deixar você em risos.

Como o filme se desenvolve em forma narrativa e se dissolve na loucura temática, isso invade com um impulso de imprevisibilidade que é difícil de conseguir, mesmo nos thrillers de suspense mais complicados. ‘Cosmópolis’ se encaixa em muitas categorias e linhas do gênero, tornando-se algo extremamente fresco, com cada cena.

 E, no entanto, acima de tudo, é uma narrativa: Cronenberg segue um par de histórias violentas, contos de mortalidade (‘A History of Violence’‘Eastern Promises’) e no ano passado o cerebral ‘A Dangerous Method’, com um retorno à sua era de estranheza dos anos 90. Isso une ‘Cosmópolis’ mais apropriada a ‘eXistenZ’ e ‘Crash’.

Cosmópolis’ é louco e sonhador, mas a sua continuidade narrativa  em nenhuma vez se sente esporádica. Se alguma vez houve um cineasta que pode se transformar algo feio em absolutamente lindo, é David Cronenberg. E embora ‘Cosmópolis’ seja assustador, é absolutamente lindo.

Via  | Tradução: Meninas Vampiras (@mimigomes83)

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