David Cronnenberg fala sobre Robert em entrevista ao site ‘About.com’

By in August 21, 2012 • Filed in: Entrevista

Selecionar Robert para o elenco foi uma faca de dois gumes não foi? Você tem os fãs dele de Twilight ansiosos para apoia-lo em qualquer coisa que ele decidir fazer e tem também aqueles que o repudiam porque ele é o ” cara de Twilight”.

“Sim,de um jeito estranho,de um lado é claro que eu estou completamente ciente de todos esses elementos e também é claro quando você está fazendo um filme,que por ser um filme independente,foi um filme relativamente caro,vc tem que ter um protagonista que seja mto carismático e que possa carregar o peso disso e tenha qualidade e etc,porque você estará olhando para ele.

Ele está literalmente em cada cena do filme,e isso é muito fora do usual,quero dizer, até mesmo nos filmes de Tom Cruise, Tom não está em absolutamente todas as cenas do filme- mas Rob está. Então ele tem que ter isso,mas ao mesmo tempo,você quer esquecer os filmes,sabe? Você quer esquecer os filmes dele e os meus porque nós estamos criando essa coisa completamente nova e você não sabe o qual a audiência que você terá, você pode antecipar isso,pode pensar sobre isso,mas você realmente não sabe,então ultimamente quando você está fazendo um filme você está dizendo ‘ ok,estou aqui com esses atores,eles são atores maravilhosos e eu os escolhi porque são ótimos e eles trarão coisas ótimas para o roteiro,’ e então neste ponto você está apenas fazendo um filme e não está pensando em nenhum outro.”

Precisando de um ator para conduzir o filme estando em todas as cenas, como você descobriu que Robert Pattinson era o cara para interpretar Eric?

[Rindo] “Bem, essa é a mágica de escolher o elenco! Eu acho que como diretor, é parte do seu trabalho. É uma parte realmente importante do seu trabalho. Eu acho que muitas pessoas nem mesmo sabem que o diretor está envolvido em escolher o elenco. Algumas pessoas dizem, ‘Você escolheu seus atores?’, e eu digo ‘Sim. Você não é um diretor se você não escolhe.’”

“Claro, você está fazendo malabarismo com várias coisas, como eu disse. Você está fazendo, por exemplo, com seus passaportes. Esse filme é uma co-produção Canadá/França e nós estávamos limitados a um ator americano. A maioria das pessoas, claro, não sabem disso – nem deveriam. Paul Giamatti é o único americano nesse filme, mesmo que ele se passe em Nova Iorque. Então, a partir desse tipo de aspecto de apenas achar o cara certo… claro que ele tem que ter a idade certa, tem um monte de coisas que são apenas básicas. E então, depois disso, embora, não tem regras. Você como um diretor apenas tem que intuir que esse ator vai ser apto a conduzir esse filme todo.

Impressiona-me que com Cosmopolis, a química precisou vir entre você e Robertmais do que entre Rob e suas outras co-strelas.

“Há verdade nisso também. Essa é a parte não falada, é que a química entre o direto e o ator é a chave. E em um certo ponto eu acho que Rob poderia… você sabe, ele é um ator sério e ele não queria ser aquele a estragar o filme. Ele estava meio que pensando, ‘Bem,
eu estarei sozinho naquela limo porque eu não terei uma pessoa que estará sempre atuando comigo. É realmente um show de um homem só com um monte de jogadores aparecendo.’ E eu disse, ‘Não, você não estará sozinho porque eu estarei lá. Eu estarei com você a todo momento.’ E então isso é um elemento real.

Você acha que você viu o personagem do Eric da mesma forma que o autor DeLillo viu? Ou você acha que vocês dois não necessariamente concordam em como a audiência devia olhar para ele?

“Eu acho que nós iluminamos as coisas um para o outro. Eu tenho estado na estrada fazendo a promoção com Don em vários países, e eu acho que ele estava bastante intrigado em ver o que poderia acontecer. Porque, depois de tudo, uma vez que você coloca Rob Pattinson no papel, é uma coisa muito específica. Você tem uma face em especial e uma voz em especial e um corpo, e isso é algo que o livro não pode ter. Essa é uma das coisas que os filmes podem fazer e os livros não, então isso imediatamente molda o personagem em um modo que ele não estava moldado no livro. Então, existem diferenças, eu acho, mas não são rachaduras ou divergências. São apenas sombras e modelagens. É apenas ouvir os diálogos serem ditos, o que foi uma coisa, que quando eu estava lendo o livro, eu pensei, ‘Sim, eu realmente quero ouvir isso sendo falado por um ator muito bom.’ Apenas fazer isso imediatamente muda sua reação para com o personagem e as palavras. Então, há uma diferença, definitivamente.

Fonte | Tradução: Meninas Vampiras (Ana Paula)

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